quinta-feira, 22 de junho de 2017

VETORES CAUSAIS QUE IMPEDEM O DESENVOLVIMENTO SOCIAL E ECONÔMICO AGRÍCOLA DO MARANHÃO

VETORES CAUSAIS QUE IMPEDEM O DESENVOLVIMENTO SOCIAL E ECONÔMICO AGRÍCOLA DO MARANHÃO: UMA REFLEXÃO DEPREENDIDA APÓS O II OMT - MA OBSERVATÓRIO DO MERCADO DE TRABALHO DO MARANHÃO (UFMA)

Por Raimundo Flor Monteiro

Participamos do II OMT - MA (OBSERVATÓRIO DO MERCADO DE TRABALHO DO MARANHÃO) que teve a colaboração do Prof. Dr. Marcelo Sampaio Carneiro, coordenador do Programa de Pós - Graduação em ciências sociais da UFMA e coordenador geral do OMT/MA/UFMA, com a palestra "Transformações recentes no mercado de trabalho agrícola no Estado do Maranhão: uma análise de sensos demográficos de 2000 a 2010". O evento ocorreu no dia 22 de junho de 2017 no horário das 16:00h ás 18:00 no auditório Mario Meireles do prédio CCH-UFMA.

O palestrante apresentou os dados que identificam as macrorregiões (09) maranhenses com o pior nível de formalização das relações de trabalho. Para se ter uma ideia, não chega a 20% de trabalhadores com carteira assinada; em seguida, apresentou as (06) regiões que, ao contrário, apresentavam o melhor nível de formalização das relações de trabalho, ficando em primeiro lugar a macrorregião de Coelho Neto, com  52% de formalização dos contratos de trabalho.

Pude concluir que de 2000 a 2010 não há sinais de melhoria da qualidade de vida do trabalhador e, ao contrário, com a inserção de políticas públicas e reformas restritivas ao bem-estar social promovidas pelo governo Temer, a qualidade de vida dos trabalhadores tende a precarizar-se ainda mais. Desde a década de 1970 eu vivo assustado com os números históricos de desenvolvimento do Maranhão que eu pagava no Almanaque Abril.

Fomos e estamos severamente afetados peso subdesenvolvimento econômico, social, educacional e político. Mas isso não que dizer que estamos confinados e seremos eternamente produto do atraso histórico da colonização e depois do imperialismo econômico, social, político, educacional e intelectual a que nos submete os países de economia capitalista avançada.

Essa realidade nos constrange nos deprime profundamente, uma vez que, desde os anos de 1970, eu já ouvia do Arimatéa, meu colega de trabalho, e frei Solano, meu professor de história,  comentar que no Brasil, estávamos prestes a ter uma guerra civil. Os motivos eram variados, porém, ressaltavam que, dado que as recessões econômicas constante e a falta de trabalho permanente se agravaria. Dai uma nova tomada da bastilha remanescente de 1789, na França, ocorreria no Brasil.

De lá, início da década de 1980, até aqui, 2017, o tecido social brasileiro maranhense, para a maioria dos mais necessitados, permanece opaco, complexo e precarizado. Hoje, a perspectiva de se propagar um enorme batalhão de miseráveis é imensa, principalmente, diante da redução e o fim dos programas sociais oriundos dos governos Lula e Dilma.

Mas voltemos ao II OMT, ao final da apresentação do ilustre Dr. Marcelo Sampaio abriu-se o debate. Foi aí que perguntamos o que o Maranhão deve fazer para autogerar o seu crescimento e desenvolvimento econômico agrícola? Mas, o que é necessário para que se processe o crescimento e desenvolvimento agrícola endógeno? Ficaremos inertes eternamente dependentes a espera de forças empresariais exógenas oriundas do capital transnacional para criar, crescer e desenvolver a economia maranhense? O homem maranhense, descendente da miscigenação é ou não é capaz de desenvolver o Maranhão?

Algumas dessas respostas foram meticulosas e bem argumentadas pelo palestrante ao afirmar que num primeiro plano, como vetor primeiro do processo, temos que descobrir as potencialidades e as vocações de cada um dos 2017 municípios maranhenses.  Dai, a consolidação dessas potencialidades em nível regional/ por microrregião e depois por região. considerar as potencialidades em quatro macro setores da economia. Assim, será preciso levantar as potencialidades agrícolas, industrial e de serviços com vistas a mensurar se essas vocações tem ou não consistência. De fato esse é um vetor primeiro e muito importante para armar um tripé econômico viável, capaz de geral emprego e renda em alta escala, capaz de alavancar o crescimento acompanhado do desenvolvimento econômico maranhense.

O segundo vetor  força de armação sócio-econômico-produtivo dar-se-á pela formação de técnicos especializados, com conhecimentos e habilidades capazes de tornar produtiva as potencialidades vocacionais das regiões em apreço. Hoje, pudemos depreender, da apresentação do palestrante, que  a agricultura familiar, com um trabalhador sem formação, não se desenvolve no Maranhão nem mesmo no estágio de commoditys, visto que está restrita cadeia produtiva básica alimentar, e pra piorar, ainda de base na monocultura. Ou seja, uma agricultura que mal garante a subsistência dos seus filhos. Assim, a cultura do arroz, milho, mandioca e feijão não são produzidos com excedentes necessários para amenizar ou mesmo extinguir a pobreza e a miséria do homem do campo maranhense.

Ao contrario de nossa realidade, nos Estados de capitalismo avançado, a agricultura familiar agrega alta performance de aparato tecnológico, tornando altamente produtiva uma quantidade pequena de recursos, no caso a terra e insumos, bem como a participação efetiva de técnicos formados e qualificados, oriundo da um sistema de formação que prima por tornar realidade o objetivo econômico de produzir com altos índices de excedentes de produção. Toda perspectiva de produção se inviabiliza sem técnicos especializados, coisa que 18 escolas do IFMA, implementadas pelo Plano de Desenvolvimento da Educação de 2007, foi capaz de iniciar no 2o mandato do governo Lula e concluir durante o primeiro mandato de Dilma Rouseff.

Vimos que os dois vetores citados necessitam de um terceiro, para que possa produzir resultados, uma vez que, com as potencialidades e os técnicos especialistas, um plano de concepção da produção deve ser prioritariamente e meticulosamente elaborado sob os auspícios técnicos. Aí não se engane, todo projeto deve passar por uma análise de consistência técnica e de viabilidade financeira. Portanto, deve entrar o poder político do Estado e suas políticas públicas pró, para viabilizar a produção, através da inserção de recursos financeiros para a aquisição de maquinários, acessórios e insumos necessários. Algo que os liberais conservadores chamam de fomento.

O que se ver hoje é a dependência da geração, crescimento e desenvolvimento econômico atrelada a vinda de grandes empresas nacionais ou transnacionais. Esse crescimento e desenvolvimento dependente do capital e da tecnologia dos países de capital avançado, se processa pela omissão do Estado. Falta, como já predizia Celso Furtado, vontade política.

Alias, o cenário mudou, mas as variáveis permanecem as mesmas, aquelas radiografadas por Celso Furtado na tese que ele chamou de "fundamentos da teoria da dependência", na qual anuncia que das forças sociais que disputam o tipo de desenvolvimento no Brasil, a burguesia nacional prioriza a permanência da dualidade social representadas pelo atraso e o moderno. Para que tudo mude e permaneça o status quo da classe burguesa que se sobrepõe as demais classes, ela supera as crises com "processos de  rearticulação do poder em conciliação de interesses de classe".

Nossa exposição centra-se no campo das hipóteses, mediante a analise de vetores substanciais que revelam e desmascaram a realidade miserável do Maranhão. Então, já que estamos no mundo de capital globalizado, como é possível se processar o crescimento e desenvolvimento endógeno sem uma reforma agrária que exorcize do campo os latifúndios improdutivos? como é possível ter sucesso sem assentar o homem no campo? Torna-se impossível alavancar o desenvolvimento no campo sem técnicos especializados e sem tecnologias?

Concluímos com as alternativas de solução teorizadas pelo grande estudioso Celso Furtado, entre as quais podemos destacar:

1. Se o Estado do Maranhão é rico em riquezas naturais, os governos devem ser protagonistas para primar, planejar e dar o sopro vital para a construção de uma sociedade igualitária e cooperativa, onde o trabalhador, aquele ser humano que transforma a natureza, possa idear, objetivar e produzir os recursos necessários e suficientes para a manutenção otimizada de sua existência.

2. O Estado do Maranhão deve, o mais rápido possível, construir sua autonomia, de modo que possa se abster da subordinação e do comando imposto pelo capital através do projeto em vigência. Esse maléfico projeto de sociedade subordinada aos interesses dos países de economia capitalista avançada, ou seja, nos abster do controle dos grandes centros hegemônicos do capital. Quebrar correntes, romper com os grilhões que nos aprisiona e amordaça nós tornando um Estado refém do grande capital.

3. Adotar um amplo projeto popular de caráter progressista, construído na vertente de nossas potencialidades humanas e materiais, rompendo com o capitalismo modernizador importado e imposto a America Latina e ao Brasil e o Maranhão, tanto no passado, quanto no presente, mas jamais admitir a manutenção desse projeto neocolonialista/neoimperialista no futuro.

É preciso implementar políticas públicas progressistas e recuperar a crença na autonomia individual e coletiva dos maranhenses. Não chegaremos a lugar nenhum sem oportunidades sociais, sem motivação, sem empenho e sem a coragem para ressuscitar o nacionalismo brasileiro e maranhense, e não o nacionalismo fascista, mas sim aquele orgulho de estudar, gerar ideias e recursos, lutar e engrandecer os ideais de igualdade, justiça, solidariedade, democracia, autonomia e paz.

MERECEMOS UM GRANDE MARANHÃO PARA TODOS, NA PRÁTICA, COMO UM TODO, E NÃO SÓ PRA UMA MEIA DÚZIA DE PRIVILEGIADOS DESCENDENTES DA ARISTOCRACIA LOCAL.


segunda-feira, 19 de junho de 2017

PAULO FREIRE SERÁ SEMPRE UM EDUCADOR REVOLUCIONÁRIO?

PAULO FREIRE SERÁ SEMPRE UM EDUCADOR REVOLUCIONÁRIO?

Por Raimundo Flor Monteiro

  Os mais importantes estudiosos (teóricos), refiro-me aos grandes intelectuais da educação do mundo, fazem referencias ao educador brasileiro, mestre de todos, o grande educador o Paulo Freire. Também os gurus, que são os show mens que atuam para o grande capital, nos EUA, Europa e no Brasil, junto a empresas, para orientar os executivos e Rhs em como cooptar os trabalhadores para produzir mais, o respeitam. Já os intelectuais da educação atuam nas academias e geralmente analisam a educação no sistema capitalista. 
  No Brasil, a meu ver, não há a prevalência do respeito a Paulo Freire pelos intelectuais, isolados que estão na acadêmia, sobre os show mens, uma vez que estes últimos são típicos apologistas na comunidade Européia dos países desenvolvidos e também os dos países periféricos como os da América Latina. portanto, o titulo de patrono da Educação Brasileira pouco influenciou a educação brasileira.
    Desde os primeiros escritos de Paulo Freire, na década de 60 até os dias atuais, ele continua atual e revolucionário utópico, como um dos teóricos da educação mais citados pelos pesquisadores, decantado e louvado em versos e prosas, não aqui, mais fora do Brasil. 
Li a "pedagogia do oprimido" no início da década de 1980. Naquela época eu não tinha base e fiquei me perguntando o porque esse homem era tão grande, se dizia coisas sem nexo e totalmente alheia a nossa realidade. Eu estava errado quando pensei com meus botões "Paulo Freire é um sujeito alucinado que anda com os pés na terra e a cabeça no ar" um deprimente delirante.
    A verdade é, pelo menos pra mim, que não se deve ler Paulo Freire antes de uma leitura regular ou profícua da obra de Karl Marx e Friedrich Engels.
No meu caso havia outros fatores sociais que me afastavam ainda mais de entender e quando pensava que entendia não concordar em nada com as teorias e pressupostos freirianos. Para entender Paulo Freire, a meu ver, é necessário ter leitura sobre o marxismo.
    Mas quem foi Paulo Freire filósofo o grande teórico da educação? Simples, ele foi e continua a ser um neomarxista. Ou seja, sua obra está intimamente imbricada com a corrente filosófica humanista e crítica de cunho socialista contida na obra de Marx. Portanto, não se entende um sem o outro. Alias, não se entende nada do pensamento socialista sem uma correta e imparcial leitura de Karl Marx.
    Oxalá, eu fui um aprendiz de mecânica, forjado nas escolas de base de uma das mais tradicionais escolas profissionalizantes do Brasil, onde a "aprendizagem para o trabalho" era a premissa pedagógica mais importante. Ou seja, realizar tarefas e operações típicas do fordismo. Ora, estudei na década de 1970 no período de 1974 a 1975, quando conclui o curso de "Ajustador Mecânico". Paralelo aos meus estudos trabalhei, já que precisava complementar a renda mensal de minha família, na condição de biscateiro em uma empresa (oficina mecânica) de minha bela cidade natal, chamada Bacabal do Maranhão.
    Ao concluir o curso em 1975, por já ter adquirido os dois anos de experiencia profissional (1974 e 1975) na indústria, pude participar do seletivo para instrutor de Ajustagem Mecânica em que havia me formado. E o melhor, consegui aprovação. Após um ano de estágio iniciei em 1977 a carreira do magistério como instrutor de educação profissional.
    A premissa básica na década de 1970, em pleno regime militar - "Brasil ame-o ou deixe-o" - era educar para o trabalho, uma vez que o trabalho é um lócus que exige disciplina. A disciplina para o trabalho se concretizava por um conjunto de valores pautados no conhecimento das tecnologias, o domínio do cálculo, do desenho técnico-mecânico, bem como o coroamento final, oriundo dos três elementos anteriores, que era a prática profissional. 
Aqui interpretamos a prática profissional, como o conjunto das habilidades mentais e manipulativas, capazes de nos fazer transformar uma dada matéria bruta em produto semi-acabado ou acabado. 
    Se olharmos no retrovisor da história, veremos que vivíamos o auge da prática pedagógica propagada pela tendência tecnicista em educação tipica do modo de produção taylorista/fordista. Eu só queria saber transmitir, ensinar, demonstrar e repetir exaustivamente cada uma das operações contidas nas tarefas pertencentes a um projeto de curso de qualificação de aprediz. Minha função era transformar aqueles garotos em operários disciplinados e subservientes ao trabalho, capazes de dá até seu último folêgo para concluir um dado trabalho, para assim receber seu justo salário. 
     Mas foi ai que conheci Paulo Freire, e com ele a frase "quando a educação não é libertadora, o sonho do oprimido é ser o opressor". Essa fraseme fez pensar: Qual é a finalidade da educação? Como pode o trabalhador não querer ser o patrão? Colerizado, pensei com meus botões: esse educador é um delirante e sonhador.
    Foi complexo e traumático pra mim, descobrir que minha prática pedagógica era um prática alienadora e castradora e que eu estava navegando na contra mão da história.
   Hoje posso garantir, Paulo Freire teve, tinha e terá sempre razão sobre suas conclusões educacionais, produto de suas reflexões. Mas só se pode perceber as suas teses balizadoras nas ciências humanas, si dispusermos do capital intelectual básico contido nas obras de Marx.
   Partimos do conceito de educação, daquela educação que pela primeira vez foi explicitada nos princípios da didática magna de Coménius. Ou seja, uma educação tradicional que evolui para uma educação  crítica de Marx. Freire concebeu uma “Pedagogia que fez da opressão e de suas causas objeto de reflexão dos oprimidos, da qual resultará o seu engajamento necessário na luta por sua libertação”. (FREIRE,1968, 34).
   Depreendo portanto que, para Paulo Freire, a educação contemporânea, nos moldes do liberalismo, propicia uma formação que gradativamente vai acorrentando os educandos e, a medida que vai se processando, continua a imobilizá-los, chegando a amordaçá-los. Acorrentados pelos grilhões do capital, sob o domínio do poder das grandes corporações, os discentes oprimidos são levados pela educação liberal conservadora a enxergarem como único sonho uma mobilidade social que só se realizará quando ele passar para o status de poder daqueles que detém os grilhões que os prende e os oprime. Dessemodo, "quando a educação não é libertadora, o sonho do oprimido é ser o opressor". Este será a maior aspiração do educando, que se dá por adquirir uma concepção materialista capitalista de que os bens, recursos financeiros e coisas materiais (mercadorias) são mais valiosas que as preciosas vidas e a essência humana. O fenômeno que se processa de fato é que a educação vigente, se concebe e se realiza mediante o poder do pensamento liberal capitalista conservador, que atua sobre uma prática social, âmbito da política e universo das relações de poder (SEVERINO, 1994, p. 52).
   A educação contemporânea, essa de minha época, refiro-me as décadas de 70,80 e 90, com as devidas mudanças sociais que se processaram nas últimas três décadas, 2000, 2010 a 2017, mas que só afetaram o princípio do capital, em tornar-se mais voraz, em que o que importa na vida é o ter, pertence a uma estrutura educacional forjada com as políticas públicas na superestrutura (Marx, 2005, p.23) sem o devido respaldo ou participação popular. Essa educação domesticadora e adestradora tem por base conceber um cidadão subserviente aos preceitos do capital. Assim, neste cenário real, o educando será sempre um objeto dominado pelo poder das elites, cujo sonho é um dia se tornar burguês, fato que irrisoriamente acontece.
    A educação, idealizada por Freire se constitui em uma práxis educativa capaz de libertar o homem de toda situação de opressão ao qual se encontra sujeitado, através da libertação de sua consciência, tornando-o um sujeito crítico e reflexivo, capaz de transformar sua realidade e inserir-se na sociedade de forma efetiva. A educação nesta visão torna-se um instrumento de emancipação do homem diante da opressão, pois, ela desvela a realidade vivida pelo educando, incitando-lhe uma intervenção prática no ambiente social e no cotidiano escolar, de forma dinâmica, transformadora, considerando, a todo instante, a realidade concreta, singular e peculiar de cada educando.
   Assim, conforme (http://pedagogiaformacaoetica.blogspot.com.br/, 2009), A educação libertadora fornece asas pois se opõe à ausência de voou, dominação e a opressão imposta a grande massa de “desprivilegiados”. O ser social dos“marginalizados”, quando emancipados no interior da sociedade capitalista, são capazes de implementar mudanças progressivas no ser humano enquanto sujeitos inacabados. Essa mudança se dá pela conscientização dos discentes sobre sua situação de exploração e dominação imposta pelos seguimentos mais altos da sociedade.
    A alfabetização, no método Paulo Freire, propicia ao discente um resgate do sujeito através de uma ação social que produz uma consciência critica emancipatória, permitindo-lhe que se organize de forma reflexiva o pensamento crítico, tornando-se capaz de resgatar sua dignidade, que fora exaurida pelo longo processo de exclusão social, que sofrera durante toda formação da sociedade.
   Dentro da perspectiva de construir uma educação libertadora, Freire enfatiza que é preciso que se compreenda a educação como um processo de formação humana.
  Desse modo, Freire (2000), afirma que ensinar não é somente transmitir conhecimento e sim, proporcionar que o aluno aprenda de dentro para fora e, sobretudo, se emancipe, através da obtenção da capacidade de poder ler o mundo.
Hoje, sobre a tomada do título de patrono da educação brasileira, é com tristeza que vemos que:
A proposta revogaria a lei 12.612, de 2012, aprovada pelo governo e sancionada por Dilma Rousseff. São necessárias 20 mil assinaturas para que o tema seja debatido no Senado - na data de atualização desta reportagem, aproximadamente 14 mil pessoas já tinha assinado a petição. “Paulo Freire é considerado filósofo de esquerda e seu método de educação se baseia na luta de classes”, argumenta Stefanny Papaiano, autora da proposta.“Os resultados são catastróficos e tal método já demonstrou em todas as avaliações internacionais que é um fracasso retumbante”, prossegue. O projeto de lei que transformou Paulo Freire em patrono da educação é de autoria da deputada federal Luiza Erundina (PSB-SP) e foi apresentado em 2005. Procurada, a assessoria de Erundina não se manifestou até a publicação desta reportagem. (http://www.gazetadopovo.com.br/educacao/proposta-retira-de-paulo-freire-o-titulo-de-patrono-da-educacao-brasileira-d1vvgoq7qwiylouov98mnl0c4)


Com o retorno das elites ao poder, no Brasil, estamos diante de um quadro de retrocesso no campo da ideias e concepções de educação. A tendencia é que se dê um grande retrocesso desarticulando a organicidade, até a infraestrutura material e  humana no campo da educação. O Estado brasileiro, em decorrência do compromisso de passar 20 anos com investimento minimo nos serviços sociais, desativará parte dos investimentos em educação, o que fará fatalmente perder o status constitucional de garantia da qualidade da educação, conforme a Constituição Federal.











terça-feira, 11 de abril de 2017

QUAL É O PERFIL DO TRABALHADOR QUE A INDÚSTRIA QUER?

O TRABALHADOR QUE A INDÚSTRIA QUER
Por Raimundo For Monteiro
Iniciamos as reflexões sobre o tema inspirado no espírito filosófico investigativo de perseguir, através de indagação, a estrutura substancial que envolve a verdade dos fatos implícitos no objeto em foco denominado “o trabalhador que a indústria quer”.
O tema se caracteriza como uma subcategoria pertencente às categorias educação e trabalho. Não obstante, inserido no universo histórico da educação e do trabalho encontra-se a escola, o currículo, o trabalhador, a indústria e todo universo social que os envolve, considerando as vertentes culturais, políticas e religiosa, que são determinantes para o a formação individual de alto teor abstrato com impacto direto no coletivo das pessoas.
No exercício da dúvida procuramos esclarecer as seguintes indagações: Qual o trabalhador que a indústria quer? Alguns atributos das instituições formadoras  e do processo de educação profissional desse trabalhador; Quais elementos da educação profissional devem ser abordadas? 
O desafio de construir o perfil profissional do trabalhador é importante para a comunidade acadêmica e científica, empresários e a sociedade em geral. No que tange o papel que cada instituição deve exercer para que a escola de posse desse currículo possa conduzir a sociedade a crescer e desenvolver-se.
Um perfil profissional adequado para os trabalhadores, em suas diversificadas áreas de atuação, torna-se imprescindível para a economia e para setor produtivo. Sobretudo para que a indústria possa investir no desenvolvimento de produtos e serviços com extrema agilidade, se considerando que as novas demandas que exponencialmente se multiplicam.
Parolin, Oliveira e Zanon, 2006. p. 06 chama de “competitividade sustentável da indústria” a condição de manutenção requerida pela indústria mediante uma educação profissional do trabalhador subsidiada por um perfil profissional que agregue um leque de competências objetivas e subjetivas maleáveis. Essas transformações se dão de acordo com as necessidades históricas da sociedade de consumo.
As empresas industriais requerem das escolas de formação profissional, principais responsáveis pela formação de profissionais para a indústria, através de um currículo que subsidie o formando se forjar as qualidades pessoais e nela a buscar incessante da criação, com iniciativa para formular e equacionar múltiplas saídas individualizadas as quais são consensuadas e viabilizadas como de uma equipe de trabalhadores.
Isso não seria possível sem uma unidade formadora, ou seja, uma escola de formação profissional. As instituições de educação são escolas que tem como fundamento de sua existência o educar para o trabalho. Para tanto, seleciona, desenvolve e aperfeiçoa uma pedagogia de acordo com o seu tempo histórico. No atual contexto em que as relações sociais, culturais e religiosas passam pelo burilamento dos valores ideológicos previamente determinados pela corrente neoliberal, a dinâmica do capital requer uma pedagogia de trabalho escolar com projetos. 
Essa instrumentalização concebida pelas demandas sociais e operacionalizada na escola é estruturada empiricamente pelos professores no âmbito da sala de aula. Essa dinâmica escolar vem ao encontro das demandas que a sociedade pós moderna requer do trabalhadores nesta fase líquida, como quer Bauman (2000). Essas demandas são explicitadas por um conjunto de competências maleáveis e resilientes de acordo com situações e desafios que se apresentam na produção. Uma formação profissional que conduz a uma realidade profissional líquida no seio da empresa.
No inicio do século XX Dewey (1971) já conclamava que e escola se aproriasse da  pedagogia de projetos advertindo que...
“o trabalho com projetos trás uma nova perspectiva para entendermos o processo ensino-aprendizagem”. A pedagogia de projetos visa à re-significação do espaço escolar, transformando em um espaço vivo de interações aberto ao real e as suas múltiplas dimensões. Aprender deixa de ser um simples ato de memorização e ensinar não significa mais repassar conteúdos prontos. (p. 207)
Trabalhar com os discentes sob a mediação do docente usando a pedagogia de projetos é situá-los no mundo real sob a perspectiva de desafiar-se, com um fim de fazê-los concentrar energia psíquica e os conhecimentos necessários a solução de problemas existentes nas plantas industriais, isolados ou em conjunto, com vistas a transformar os sistemas de produção e o mundo através da ideação, equacionamento e resolução dos problemas de forma mediada.
Para a consecução dos desafios reais considerando que vivemos sob a doutrina socioeconômica capitalista, a mediação planejada e desenvolvida pelo docente conduz a aprendizagem para o âmbito do universo empresarial, produtivo e gerencial. É no campo da formação profissional para a produção industrial que os discentes sistematizam as soluções desdobrando-as em ações, definindo os objetivos, dimensionando os recursos, as condições, os equipamentos, instrumentos e máquinas e por fim as formas de avaliação dos produtos ou serviços.
Não obstante, isso seria impossível sem um currículo baseado e organizado em competências profissionais amplamente relacionadas e alinhadas com o mundo do trabalho contemporâneo. Aliás este currículo trás no seu ventre a didática capaz de instrumentalizar os discentes quanto aos desafios das transformações impostas pelo alto grau de competitividade empresarial, produtiva, organizacional e gerencial. Todas essas dimensões são transversalmente cortadas e hachuriadas pela ciência e pela tecnologia redundando em uma prática profissional inovadora. A nova formação subsidia o trabalhador a tirar o conhecimento do espaço dogmático e a tratá-lo de modo relativo à medida que as transformações no modo de produção são pressionadas pelo alto grau de competitividade e logo são reinventadas e recriadas pelos trabalhadores. A afirmativa acima justifica o caráter transitório e mutável das competências profissionais, uma vez que altera-se a tecnologia de produção modificam-se as competências. 
Os projetos consideram o contexto social real presente na dimensão econômica, produtiva, cientifica e tecnológica, religiosa e filosófica. É essa concretude que subsidia os alunos a construírem múltiplas saídas através da produção de conhecimento técnico/científicos, considerando o leque de competências socioprofissionais. A construção de um saber que responde as situações problema contextualizando os desafios históricos atuais são criados, inovados e elaborados durante o percurso da aprendizagem.
A especificidade do currículo na escola de educação profissional contemporâneo elimina a tradição historia da concepção tradicional de conhecimentos dogmáticos transmitidos aos alunos. Desse modo o conhecimento passa a agregar e transcender o dogma de um certo atavismo histórico de verdades prontas e acabadas. Quanto ao trabalho docente ideal para propiciar essa formação podemos nos reportar as “Dez Novas Competências para Ensinar”, Philippe Perrenoud, Artmed Editora, 192 p, no qual conceitua “competência como a faculdade de mobilizar um conjunto de recursos cognitivos (saberes, capacidades, informações etc.) para solucionar uma série de situações altamente complexas” e enuncia uma nova dinâmica para o trabalho pedagógico.
Conclusão
Como vimos na sociedade contemporânea, a formação do trabalhador da indústria está relacionada e interconectada com a escola, instituição promotora da formação profissionalizante. A escola, por sua vez, está determinada por um sistema de valores demandados com base no capitalismo industrial. Ou seja, é o sistema produtivo que identifica as competências necessárias a consecução do perfil profissional necessário a formação do trabalhador ideal para imprimir, em ritmo acelerado, a produção e acumulação do capital. Toda essa sistemática de educação profissional está legalmente constituída pelo Estado brasileiro em sua Constituição Federal, Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, PCNs (parâmetros curriculares nacionais), e seus muitos pareceres e resoluções. A linha de raciocínio exposta segue as ideias de Marx (2001) que implicitamente enuncia que o modo de produção não é o único fator força que, preponderantemente, determina e altera a consciência do ser social e neste caso as questões evidenciadas sobre educação profissional. A formação do trabalhador ideal para a produção se traduz em uma questão de exigibilidade do capital que se dissipa no seio social e se torna condição SI NE QUA NON para a sobrevivência do trabalhador. Essa formação do trabalhador obedece ao desenvolvimento histórico do modo de produção industrial asiático, em seus tempo escravagista, feudal e capitalista específicos de suas fases, que são determinantes e decisivos para a organização social.


BIBLIOGRAFIAS
Parolin, Oliveira e Zanon. Elaboração de projetos inovadores. SENAI- Departamento Regional do Paraná. 2006.

Dewey. John. Experience and Education (1938). Traduzido para o português por Anísio Teixeira sob o título de “Experiência e Educação” (Companhia Editora Nacional, 1971).

Perrenoud. Philippe. Dez Novas Competências para Ensinar, Artmed Editora, 192 págs.
Lessa e Tonet. Introdução a filosofia de Marx. 2 a edição ed. Expressão popular. São Paulo. 2001.

Bauman. Zymunt. Modernidade líquida. ed. Zahar 2000



quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

SOBRE A CRIAÇÃO E IMPLANTAÇÃO DO POLO DE CONFECÇÃO DE ROSÁRIO NO ESTADO DO MARANHÃO


SOBRE A CRIAÇÃO E IMPLANTAÇÃO DO POLO DE CONFECÇÃO DE ROSÁRIO NO ESTADO DO MARANHÃO
Por Raimundo Flor Monteiro

UM L A N Ç A M E N T O I N É D I TO !
ADQUIRA O LIVRO "VENDA DE SONHOS E COMPRA DE PESADELOS" NA PPPG DO MESTRADO EM EDUCAÇÃO – UFMA - INVESTIMENTO R$ 30,00.
A dois meses atrás, na SECTI-MA, tivemos a honra de prestigiar o lançamento do livro ‘Vendas de Sonhos e Compra de Pesadelos” da autoria de nossa mui amiga a Profª Dra Maria José Cardozo (UFMA), oportunidade em que adquirimos 2 exemplares. Após o deleite (leitura prazerosa), podemos afirmar que vale a pena, pois a autora desvenda os conflitos e contradições sociais do real em questão com habilidade, trilhando o “Materialismo Dialético Histórico” de Marx. Assim, torna compreensível, até para os leigos, a reestruturação e desregulamentação dos mercados sob os auspícios da nova (re)estruturação produtiva do capital e suas intersecções com a qualificação e exploração dos trabalhadores na década de 90 do século XX, com consequências impactantes para o hoje.
=>Pudemos identificar os determinantes históricos da economia maranhense integrada à economia brasileira em movimento, impulsionada pelo vetor investimento taiwanense, via empresa KAO I em nosso Estado, que resultou na tentativa frustrada de implantação do polo de Rosário – MA.
=>Constatamos que os fatos, frutos da pesquisa estão dissertados com clareza, coerência e objetividade, desvelando uma verdadeira odisseia opressiva, de caráter escamoteador, propiciado pela KAO I na formação de grupos de trabalho e criação da pseudo cooperativa de confecção.
=>Como pano de fundo das temáticas, ao longo dos capítulos do livro, se percebe com clareza o sensacionalismo midiático político, gerado pela perspectiva de instalação e funcionamento do polo, com o fito de manter o status quo do Grupo Político que detinha a Máquina do Estado do Maranhão.
=>Na conclusão contemplamos um paralelo entre a ‘Fábrica de Confecções de Rosário-MA e Refinaria Premium’, culminando com o informe público da Petrobrás de que o projeto da Refinaria Premium I seria revisto, readequado para 2018, podendo ser antecipado para 2017. Será? Tema para uma nova pesquisa.
=>Parafraseando P. Freire, posso afirmar que o livro de CARDOZO contribui para que o leitor possa melhor "ler, interpretar o mundo e nele bem se situar", tornando-se mais consciente e preparado para enfrentá-lo com êxito.
Atenciosamente: Ray Monteiro - Formação: Técnica em Contabilidade, Técnica em Secretariado, Técnica em Estética (SENAC.COMPRE!
Raimundo Flor Monteiro - Formação: Técnico em Administração de Empresas (C. Irmã Berta), Ajustador Mecânico (SENAI-Bacabal), Pedagogo (UEMA), Licenciado em Mecânica (IFMA), Especialista Gestão de Pessoas (UCAM), Especialista em Supervisão Escolar (UCAM), Especialista em Projetos Educacionais (UFSC), Mestre em educação (UFMA).




Dileta platéia composta por amigos, intelectuais, políticos e familiares da amiga Professora Dra Maria José Cardozo presente no dia 26/10/2016 no salão nobre do CECTI-MA para o lançamento da obra Venda de Sonhos e Compra de Pesadelos - Editora EDUFMA.







quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

CENTRO DE CULTURA POPULAR DOMINGOS VIEIRA FILHO

CENTRO DE CULTURA POPULAR DOMINGOS VIEIRA FILHO
Localização: Rua 28 de Julho – Centro de São Luís-MA
Por Raimundo Flor Monteiro

         Aspecto didático- pedagógico.

        Os professores de sociologia, filosofia, artes, história, pluralidade cultural, etc, muitas as vezes, não vem o caso agora, não dispõe de condições ideais para realizar visitas técnicas. Essa proposta visa colocar a disposição dos docentes e discentes de educação básica e educação profissional, através da tecnologia midiática, o acesso às informações e conhecimentos inerentes as unidades curriculares supra citadas, considerando a questão interdisciplinar, multidisciplinar e transdisciplinar. Principais recursos: texto e fotografias.
No dia 07/12/2016 das 11 às 12h estive no Centro de São Luís, a Rua 28 de julho, visitando o “Centro de Cultura Popular Domingos Vieira Filho”. O Centro compõe a rica estrutura disposta pelo Estado do Maranhão para fomentar, divulgar e incentivar a produção cultural e artística do Estado através da Secretaria de Cultura e Turismo do Maranhão que mantém sob a sua coordenação esse espaço pensado para oferecer uma visão, a mais completa possível, da produção cultural maranhense no campo de sua arte, cultura e história.
Para entender o Centro é preciso conhecer o conceito de Cultura Brasileira:

É tida como o resultado da miscigenação de diversos grupos étnicos que participaram da formação da população brasileira. A diversidade cultural predominante no Brasil é consequência também da grande extensão territorial e das características geradas em cada região do país. A formação da cultura brasileira, em seus vários aspectos, resultou da integração de elementos das culturas: indígena, do português colonizador, do negro africano, como também dos diversos imigrantes. O negro africano foi trazido para o Brasil para ser empregado como mão de obra escrava. Conforme as culturas que representavam (ritos religiosos, dialetos, usos e costumes, características físicas etc.) formavam três grupos principais, os quais apresentavam diferenças acentuadas: os sudaneses, os bantos e o malês. (sudaneses islamizados). De modo geral, a contribuição cultural dos negros foi grande: na alimentação; nas danças (quilombos, maracatus e aspectos do bumba meu boi); nas manifestações religiosas como é o caso do Maranhão. (FREIRE, 1933)

O Centro disponibiliza a estrutura dos recursos socioculturais, tais como indumentária, instrumentos musicais, usos e costumes relativos aos cultos afro-brasileiros historicamente vigentes na cultura maranhense, a mais rica do Brasil, uma vez que inclui diversificados cultos afro-maranhenses, entre os quais podemos destacar: Babaçuê, Candomblé, Encantaria, Pajelança, Quimbanda, Tambor-de-Mina, Terecô, Umbanda.
É importante ressaltar que as atividades inerentes aos cultos afro-brasileiros foram perseguidos e criminalizados durante um longo período da história brasileira.
A umbanda, nos anos 40, era incluída no rol dos inimigos do catolicismo. A visita ao centro nos trás a concepção histórica de toda uma vivencia social das pessoas que, em um país de maioria absoluta de católicos, a prática religiosa negra e a umbanda reformada, mesmo ampliando suas linhas e aproximando-se do folclore foram e, em algumas regiões do Brasil, ainda são duramente perseguidas. Até a algum tempo atrás pelas delegacias de costumes até a década de 60 do século passado.
Para combater o surgimento e proliferação da Umbanda, a Igreja Católica Romana, através Secretariado Nacional de Defesa da Fé, criou em 1952 o Secretariado Especial da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, com vista a enfrentar e deter o crescimento do número de fiéis da Umbanda e demais “cultos mediúnicos”.
Para reduzir a intensidade da força da “intolerância religiosa” você precisa conhecer e interpretar o riquíssimo conceito de cultural arte, cultura e história maranhense. A cultura afrodescendente se consubstancia como a manutenção da revivescência das crendices trazidas pelos escravos trazidas de sua pátria africana. Nesse aspecto a umbanda torna-se a expressão da afirmativa social humana dos negros. Portanto, merecem de tordos nos o respeito e tolerância ao culto religioso do outro.
São consideradas religiões afro-brasileiras, todas as religiões trazidas para o Brasil pelos negros africanos, na condição de escravos, ou seja, religiões que absorveram ou adotaram usos, costumes e rituais africanos. Como você pode ver na relação abaixo, o Maranhão se destaca na vertente de diversidade cultural afro-brasileira, por apresentar em dados quantitativos e qualitativo de maior número de cultos.
·        Babaçuê - Maranhão, Pará
·        Batuque - Rio Grande do Sul
·        Cabula - Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Santa Catarina.
·        Candomblé - Em todos estados do Brasil
·        Culto aos Egungun - Bahia, Rio de Janeiro, São Paulo
·        Culto de Ifá - Bahia, Rio de Janeiro, São Paulo
·        Encantaria - Maranhão, Piauí, Pará, Amazonas
·        Omoloko - Rio de Janeiro, Minas Gerais, São Paulo
·        Pajelança - Piauí, Maranhão, Pará, Amazonas
·        Quimbanda - Em todos estados do Brasil
·        Tambor-de-Mina - Maranhão, Pará
·        Terecô - Maranhão
·        Umbanda - Em todos estados do Brasil
·        Xambá - Alagoas, Pernambuco
·        Xangô do Nordeste – Pernambuco.

Assim, no Centro de Cultura Popular Domingos Vieira Filho podemos destacar e fotografar.
  • Indumentária masculina;
  • Indumentária feminina;
  • Indumentária dos deuses afro-brasileiros;
  • Diversos instrumentos musicais;
  • Os grandes líderes do candomblé;
  • Quadros dos deuses afro-brasileiros;
  • Estátua de deuses afro-brasileiros;
  • Murais com bibliografias de líderes religiosos;
Fotografamos parte das peças do “Centro de Cultura Popular Domingos Vieira Filho” como segue:
Referências:
FREIRE, Gilberto. Casa-Grande & Senzalapublicado em 1933.