quinta-feira, 24 de setembro de 2026

O PENSAMENTO COMPLEXO EM EDGAR MORIN – SÍNTESE DAS IDEIAS

 

O PENSAMENTO COMPLEXO EM EDGAR MORIN – SÍNTESE DAS IDEIAS

Raimundo Flor Monteiro[1]

RESUMO

Apenas ler, não significa muito, um livro nas mãos e a certeza de que se não elaborarmos uma síntese, não vamos compreender as teorias do autor e em bem pouco tempo não sobrará nada na memória. Para compreender é preciso refletir e para refletir se faz necessário saber o sentido semântico de cada palavra, das frases e do contexto em que o autor fala. E. Morin abre o mundo e nos dá de presente. E só o faz porque descortina a essência escondida por detrás da aparência do objeto, que se abre e se mostra aos nossos olhos estupefatos. Um mundo tão grande e rico que, me percebo pequeno diante da riqueza da visão de mundo de Edgar Morin. Publico esta síntese agora no meu blog, porém elaborei em 2013, quando fiz o Mestrado em educação na UFMA, bem longe da IA.

Palavras chave: Pensamento complexo. Operadores de base. Os sete saberes da educação

1 – INTRODUÇÃO A BIBLIOGRAFIA DO AUTOR

EDGAR MORIN (1921-2026), nasceu Edgar Nahoum, antropólogo, sociólogo e filósofo francês, judeu de origem sefardita.  Emérito Pesquisador do CNRS. Formado em Direito, História e Geografia, realizou estudos em Filosofia, Sociologia e Epistemologia.

Imagem 1 – Mostra Edgar Morin (à esquerda) e R.F. Monteiro, o pesquisador( à direita)

Fonte: Internet com montagem de IA

1.1 OBRAS PRINCIPAIS:  O Método 1: a natureza da natureza; O Método 2: a vida da vida; O Método 3: Conhecimento do conhecimento; O Método 4: as ideias; O Método 5: a identidade humana; Sete saberes necessários à Educação do Futuro; Saberes globais e saberes locais: o olhar transdisciplinar; As duas globalizações: complexidade e comunicação, uma pedagogia do presente; Para navegar no século XXI/21: tecnologias do imaginário e cibercultura e Cultura de Massa no Século XX.

Para ele a cibernética[2], a teoria dos sistemas[3] e a tecnologia da informação[4] são inseparáveis e estão na base do pensamento complexo. O Propósito de Morin: promover a reorganização epistemológica dos princípios do conhecimento.

2 - A ORGANIZAÇÃO NO ESTILO DE PENSAMENTO DE MORIN (SISTEMA DE IDEIAS DO AUTOR).

Síntese do referencial Morin (2003, p.12 a 143) descrito na bibliografia.

1) Reorganizações genéticas? Significa reorganizar o pensamento. Morin bebe em Hegel e Marx, deduz que a dialética, união dos contrários, pode levar o homem a uma sociedade melhor. Inspira-se em Marx que defende um “homem genérico”, que não separe a natureza da cultura. Propõe a reorganização dos saberes à medida que as ideias avançam nas contradições. (antagonismos).

2) Dúvidas sobre o credo marxista? Substitui a dialética em Marx e Hegel pela dialógica e o processo de dialogização em Morin.

3) Bases epistemológicas do pensamento complexo? Fulcro com base na teoria da informação, teoria dos sistemas e a cibernética, que são bases do pensamento complexo.

3 - O PENSAMENTO COMPLEXO?

Do latim COMPLEXUS - significa “o que é tecido em conjunto” (junto). No séc. XVII nasce o racionalismo (razão=produto de um cálculo), que impõe que somos racionais, primatas humanos, somos HOMO SAPIENS, SAPIENS, DEMENS.

SAPIENS?  Somos seres sistemáticos, eretos, falamos, usamos signos, sobe em árvores, simboliza, constrói representações, etc;

SAPIENS? Homo, hominídeos, sapiens, sapiens

DEMENS? Para o autor somos descomedidos, loucos, descontrolados, recalcados, etc e escondemos e temos afobia ao demens. Todo homem é duplo: ao mesmo tempo que é racional apresenta certa demência.

3.1 OS OPERADORES DE BASE DO PENSAMENTO COMPLEXIDADE?

3.1. OPERADOR DIALÓGICO?  Envolve, juntar, entrelaçar, liga o que estão separadas por ex. Sensível e inteligível; O real e o imaginário; A razão e os mitos e a ciência e a arte, etc. Juntar coisas que estavam separadas

3.2. OPERADOR RECURSIVO? Aprendemos por causas que produzem efeito e/ou efeito(s) pode produzir causa (s) e vice versa. Fazer circular o efeito sobre a causa. (somos ao mesmo tempo produto e produtor)

3.3. OPERADOR HOLOGRAMÁTICO: Enxergar (dissociar) que a parte está no todo e o todo está nas partes, formando uma totalidade. (síncrese, análise e síntese)

3.4. A TOTALIDADE? A totalidade pode ser maior ou menor que a soma das partes, já que o sistema é aberto e interage com as partes e está com o todo.

4 - O HOMO COMPLEXUS? 

Fala, é faber, simbólico (imaginários), 100% natureza e 100% cultura (seres uniduais), mitos, etc. O complexus é além da ciência, a literatura, as artes e a poesia um profundo conhecimento, isto é, rompe com a separação das ciências, arte e literatura.

As grandes obras de arte expõem um profundo pensamento sobre a vida. Morin propõe acabar com “a dicotomia artes de um lado e o pensamento científico do outro”.

4.1 A RAZÃO, O RACIONALISMO E A RACIONALIZAÇÃO?

A Razão é o cômputo, regras; O Racionalismo é tudo que é guiado pela razão; Racionalização? Quando a razão se fecha nela mesma, fora da arte e fora da literatura.

4.2 O TETRAGRAMA ORGANIZACIONAL?

Qualquer atividade dos seres vivos que envolve: ordem, desordem, integração, (re) organização. Estão na erupção da desordem.

5  A BASE DO PENSAMENTO COMPLEXO?

É formada pelo tetragrama aliado aos operadores, com o ideal de reformar o pensamento nas bases do pensamento complexo.

5.1 - A GÊNESE DO PENSAMENTO CARTESIANO?

Penso, logo existo, princípio da visão cartesiana que impõe separa a razão da des-razão. Um paradigma que separou o sujeito da coisa pensada (ruptura entre o sujeito e o objeto), nos ensinou a separar a razão do mito, a razão do imaginário, o sensível do inteligível, a ciência da arte, a física quântica da antropologia.

Regra de Ouro: “A reforma do pensamento é reaprender a pensar. (outra visão de mundo). O pensamento complexo nos oportuniza religar tudo o que a ciência cartesiana separou”, segundo Morin (2003).

6 - A TRANSDISCIPLINARIDADE?

Um modo de pensar organizado capaz de atravessar as disciplinas e dá uma nova unidade ao pensamento organizado da interdisciplinaridade, transversalidade e multidisciplinaridade.

6.1 Ensino Transdisciplinar? Implica construir um “meta ponto de vista” sobre a vida, a terra, o cosmo, a humanidade o homem, o conhecimento, as culturas, as artes, etc.

6.2 AS JORNADAS TEMÁTICAS?

Para construir os meta pontos de vista, reúne-se especialistas em grupos multidisciplinares.

7 - OS SETE SABERES DA EDUCAÇÃO PARA O NOVO MILÉNIO.

Síntese do referencial Morin (2011, p.10 a 140) descrito na bibliografia.

Diante dos problemas complexos por que passam as sociedades contemporâneas, educar em caráter inter-poli-transdisciplinar resultam em análises viáveis de tais complexidades: O livro é uma fonte de inspirações para uma boa prática educacional e os saberes necessários a uma nova forma de pensar para o educador e toda humanidade.

7.1. As cegueiras do conhecimento: o erro ou à ilusão.

_ A educação que transmite conhecimentos é cega quanto ao que é conhecimento humano, seus dispositivos, suas enfermidades, suas dificuldades, suas tendências aos erros e à ilusão, ela não realiza o fazer conhecer e sim o que é conhecer.
_ O conhecimento não é pronto sem que seja examinado. Deve ser a primeira necessidade de preparação para enfrentar os riscos permanentes de erro e ilusão, que parasitam a mente humana. Deve armar a mente para rumar para a lucidez.
_Incluir os estudos das características celebrais, mentais, culturais do conhecimento humanos, seus processos e suas modalidades, das disposições psíquicas e culturais que o conduzem ao erro ou à ilusão. (2011, p. 19 a 24).

7.2. Os princípios do conhecimento pertinente.

_A educação deve promover um conhecimento capaz de apreender problemas globais críticos, para neles inserir os conhecimentos parciais e locais.
_As disciplinas compartimentalizadas restringem a visão e impede o vínculo entre as partes e a totalidade. E educação deve ser capaz de operar um conhecimento capaz de apreender objetos em contexto, sua complexidade, seu conjunto.
_Estimular a aptidão, contextualizar informações e conhecimentos em conjunto. _Ensinar método que estabeleçam relações múltiplas e influências recíprocas entre as partes e o todo em um mundo complexo. (2011, p.33 a 40).

7.3. Ensinar a condição humana.

_A condição humana é objeto da educação por que o físico, biológico, psíquico, cultural, social e histórico é o ser humano. A complexa natureza humana é desintegrada na educação que impede aprendermos o que é o ser humano. _Reestruturá-la para que se tome conhecimento e consciência de sua identidade comum e complexa de cada ser e de todos os seres humanos. (2011, p. 43 a 53).

7.4. Ensinar a identidade terrena.

_A educação ignora o objeto "destino planetário do gênero humano", diante do que é cada vez mais indispensável, “o reconhecimento da identidade terrena”.
 _Convém ensinar a história da era planetária, que se inicia com a comunicação entre os continentes no séc. XVI. Ensinar como se tornaram solidárias, sem ocultar as pressões e dominações que devastaram a humanidade e que ainda não desapareceram.
_Mostrar que o complexo da atual crise planetária impõe enfrentamos juntos os mesmos problemas de vida e de morte, já que partilhamos um destino comum. (2011, p. 55 a 66).

7.5. Enfrentar as incertezas.

_As ciências revelaram certezas e inúmeras zonas de incertezas ao longo de séc. XX. As incertezas nas ciências físicas (microfísica, termodinâmica e cosmologia), nas ciências da evolução biológica e nas ciências histórica.
Modificar o desenvolvimento no tempo futuro, só será possível com o ensino de princípios de estratégias adequadas para o enfrentamento de imprevisto, incertezas e o inesperado, em função de informações adquiridas ao longo do tempo. ou seja, “aprender a navegar num oceano de incertezas em meio a arquipélago de certeza”. _A aventura humana deve nos incitar a preparar as mentes para esperar e enfrentar o inesperado. Que todos que ocupam a educação constituam a vanguarda ante os riscos e as incertezas de nossos tempos. (2011, p. 73 a 78)

7.6. Ensinar a compreensão.

_Educação para a compreensão, que é meio e fim da comunicação, está ausente do ensino. Se faz necessário abranger em todos os níveis e idades, uma educação para a compreensão mútua, para reformar as mentalidades como obra para o futuro.
_”Para que as relações humanas saiam de seu estado bárbaro de incompreensão temos que apreender a compreensão mútua entre seres humanos”.
_ É imperativo estudar as raízes, modalidades e efeitos da incompreensão, nele estão as causas do racismo, xenofobia e do desprezo, enquanto base segura para a paz, que é nossa essência e vocação. (2011, p. 81 a 89).

7.7. A ética do gênero humano.

_A educação deve conduzir a "entropoética" (ética do gênero humano) considerar o "ser", caráter ternário da condição humana: indivíduo-sociedade-espécie; a ética "indivíduo-espécie" precisa do controle mútuo da sociedade pelo indivíduo e do indivíduo pela sociedade - a democracia para a cidadania terrena.
_ A ética deve-se formar nas mentes e não por lições, na consciência de que o humano é o indivíduo, parte da sociedade e da espécie.
_Todo desenvolvimento humano deve compreender o conjunto das autonomias individuais, das participações comunitárias e da consciência de pertencer à espécie humana.
_As 02 finalidades ético-políticas do milênio: criar relação de controle mútuo entre "sociedade e os indivíduos" pela democracia e a humanidade, como comunidade planetária.

_A educação contribuirá para a tomada de consciência da "terra-pátria" e na vontade de realizar a “cidadania terrena”. (2011, p. 93 a102).

 

CONSIDERAÇÕES:

_A razão cartesiana impôs um paradigma. Ela nos ensinou a separar a razão da des-razão.

_Temos que religar tudo o que a ciência cartesiana separou, segundo Morin.

_Quanto a questão do pensamento complexo e da reforma dos educadores no processo de criação de uma nova educação, Morin, bebe em Marx: “Qualquer reforma do ensino e da educação começa com a reforma dos educadores.”

_Meta pontos de vista: prioriza a visão transdisciplinar a vida, a terra o cosmo. _Rearticular a ideia das disciplinas em outros contextos, sou seja, tudo que foi fragmentado pelo dividam-se o problema em parte pequenas, para melhor encontra a solução.

_Somos culturais, naturais, físicos, psíquicos, míticos, imaginários, reaprender a nossa própria condição.

_Sustentabilidade da terra para as futuras gerações, terra pátria.

_Religar para abrir as disciplinas, requer pressupostos e fundamentos: primeira recusar - recusar a separação entre a “razão e a emoção”, a “ciência e arte”, “ciência e mito”; segunda recusa: assumir a recusa entre “singular x universal”, o “local e o global”, o “sujeito e objeto”, o “individual é o coletivo”; terceira recusar: ir além do estado como único balizador do conhecimento científico. Há outras instituições e diversas organizações que fazem melhor. Enfim, superar essa relação de tensão entre os polos opostos.

CONCEITOS CONSIDERADOS QUE SUBJAZEM O ENTENDIMENTO:

A CIBERNÉTICA? É a ciência da comunicação e do controle (seja nos seres vivos, ou seja, nas máquinas). A comunicação é que torna os sistemas integrados e coerentes e o controle é que regula o seu comportamento. A cibernética compreende os processos físicos, fisiológico, psicológico etc. de transformação da informação. (pt.wikipedia.org>wiri>cibernética_e_administração).

A TEORIA GERAL DOS SISTEMAS? Tem como objetivo analisar a natureza dos sistemas e a inter-relação entre suas partes, assim como a inter-relação entre eles em diferentes espaços, e ainda, as suas leis fundamentais. (www. Unicanpi.br>fea>ortega>temas530>melissa).

A TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO (TI)? Pode ser definida como o conjunto de todas as atividades e soluções providas por recursos de computação que visam permitir a produção, armazenamento, transmissão, acesso, segurança e o uso das informações. (www. Youtuber.com - 27 de fev. de 2015).

O PRINCÍPIO DA INCERTEZA DE HEISENBERG4? Um elemento atômico pode se comportar como “onda”, ou seja, “seres portadores de multiplicidades” ou como “partícula”, tida como “seres individualizados”. As ideias da incerteza, na educação, têm no conhecimento científico um produto de absoluta certeza, todavia, ele deve ser crivado pela ideia da incerteza. A incerteza passa a ser o vetor que comanda o avanço do saber. O pensamento complexo aponta a certeza generalizada enquanto um mito (2003, p. 53). Assim, o pensamento complexo nos levará a currículos criativos. Para lidar com o homem biológico, psíquico e cultural, requer-se um novo tipo de professor.

REFERÊNCIAS (OBS: o autor do estudo pesquisou em acervo bibliográfico material (livros).

ALVES, Magda. Como escrever teses e monografias: um roteiro passo a passo - Rio de janeiro; Elservier, 2007 – 2ª reimpressão

 

ARANHA, Maria Lúcia de Arruda e Maria Helena Pires. Introdução a Filosofia. 4ª edição. – São Paulo: ed. Moderna. 2009.

C CHAUÍ, Marilena. Convite à Filosofia. São Paulo: Editora Ática. 2003

COTRIM, Gilberto. Fundamentos de filosofia / Gilberto Cotrim, Mirna Fernandes. -- 4. ed. -- São Paulo: Saraiva, 2016

 

FONTOURA, Antonio. Teoria da História. Curitiba, Intersaberes, 2016

 

MARX. Karl e Engels. Friedrich. Manifesto do partido comunista. Coleção grandes obras do pensamento universal, ed. Escala. São Paulo.2014

MASCARENHAS, Sidnei Augusto. Metodologia Científica – São Paulo: Pearson Education do Brasil, 2012.

MORIN. Edgar. Educar na era planetária.: o pensamento complexo como método de aprendizagem no erro e na incerteza humana. São Paulo. Editora Cortez. Brasília, DF: UNESCO, 2003.

MORIN. Edgar. Os sete saberes necessários à educação do futuro. 2a edição, São Paulo. Editora Cortez. Brasília, DF: UNESCO, 2011.

MORIN. Edgar. Coleção Grandes pensadores. ATTA – mídia e educação. 2005.


[1]Pedagogo (UEMA). Mestre em Educação (UFMA. Especialista em Gestão de Recursos Humanos (UCAM). Licenciado em Mecânica (IFMA). Foi Instrutor de Ajustagem Mecânica e Tornearia no SENAI-MA, período de 1976 a 1989. Foi Coordenador pedagógico do SENAI-MA, no período de 1980 a 2006. Ocupou no SENAI-MA, o Cargo de Gerente de Educação no período de 2007 a 2010. Foi membro do Comitê Técnico Nacional do SENAI/DN. Ocupou o cargo de Assessor Técnico do SENAI-MA no período de 2011 a 2016.

[2] Cibernética é a ciência da comunicação e do controle (seja nos seres vivos, ou seja, nas máquinas). A comunicação é que torna os sistemas integrados e coerentes e o controle é que regula o seu comportamento. A cibernética compreende os processos físicos, fisiológico, psicológico etc. de transformação da informação.

[3] A Teoria dos Sistemas tem como objetivo analisar a natureza dos sistemas e a inter-relação entre suas partes, assim como a inter-relação entre eles em diferentes espaços, e ainda, as suas leis fundamentais.

[4] Tecnologia da informação pode ser definida como o conjunto de todas as atividades e soluções providas por recursos de computação que visam permitir a produção, armazenamento, transmissão, acesso, segurança e o uso das informações.

sexta-feira, 10 de julho de 2026

PROPOSTA DE CAPACITAÇÃO DOCENTE NA METODOLOGIA BASEADA EM COMPETÊNCIA

 

PROGRAMA DE CAPACITAÇÃO PROFISSIONAL DE DOCENTES BASEADO NA METODOLOGIA SENAI DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL BASEADA EM COMPETÊNCIA

Raimundo Flor Monteiro[1]

Assessor Técnico de Educação Profissional - SENAI-MA. 

SUMÁRIO

Material elaborado 2015, operacionalizado em 2016 e publicado em 2016, pelo autor. Proposta de Capacitação de Docentes de Educação Profissional do SENAI/DR/MA. Para a consecução da presente proposta procedemos ao levantamento do leque de competências técnico-didática-pedagógicas, realizadas nas escolas do SENAI/MA. A proposta serve de base para capacita, aperfeiçoar e mensurar o nível da consecução da prática pedagógica consignada com a implantação da pedagogia das competências no dia a dia das Escolas. O presente documento respeita os critérios técnicos legais (LDBEN) e institucionais e seus pré-requisitos voltados para a otimização da mudança cultural. O mais recente modo de produção e seu mercado regulador impõe novos preceitos educacionais em detrimento da economia neoliberal. Os impactos vistos sob a ótica da Educação Básica e Educação Profissional, deu origem à Metodologia SENAI de Educação Profissional Baseada em Competências, que desde 1996 vem sendo aperfeiçoada, hoje encontra-se em sua mais nova versão.

Capacitação na MSEP em Açailândia-MA em 2016

O docente do SENAI-MA desempenha um papel fundamental no processo de educação profissional, constituindo o fator humano como um dos principais ativos e legítimos fator de obtenção da qualidade dos serviços prestados pela instituição educacional.

O Departamento Regional do Maranhão, através da assessoria técnica, que tem a frente o pedagogo, mestre em educação, professor Raimundo Flor Monteiro, não mediu esforços na elaboração dessa proposta, com vistas a contribuir para o desenvolvimento qualitativo da educação profissional através da capacitação profissional dos seus docentes de educação profissional.

JUSTITICATIVA

As constantes mudanças atribuladas nas relações de produção no mundo trabalho vem, cada vez mais, requerendo por parte do trabalhador, uma nova postura, que segundo Acácia Kuenzer (2002), denomina: “um trabalhador de novo tipo.” Essa condição torna-se precípua a ser adquirida na formação desse novo ator. As novas competências a serem incluídas ao perfil de cada trabalhador inclui as dimensões no conhecimento, nas habilidades e nas atitudes, sem descartar os valores e o equilíbrio emocional. Desse modo, requisitos como polivalência ou multifuncionalidade, capacidade de raciocínio rápido e elevado poder de inovação e trabalho em equipe, enquanto garantia do processo de formação técnica e pedagógica no processo de ensino e aprendizagem.

Para equalizar as demandas oriundas do mercado de trabalho, a capacitação didático-pedagógica dos docentes de educação profissional do SENAI-MA, adquire condição SINE QUA NON. O fato acontece devido as mudanças ocorridas no modo de produção que se encontra em fase de transição do modelo taylorista fordista para o novo modelo toyotista.

A precípua mudança no campo educacional da educação profissional requer, em caráter de urgência, a passagem imediata da pratica pedagógica tecnicista fordista para o modelo pedagógico da educação baseada em competências, incentivada pelo SENAI/DN aos Departamento Regionais do SENAI, desde o início da virada do milênio.

OBJETIVO GERAL

Implantar a educação profissional qualitativa no SENAI, de modo gradativo, através da preparação técnico-didático-pedagógico dos docentes, responsáveis pelo planejamento, organização, desenvolvimento, gerenciamento do processo de ensino e de aprendizagem.

OBJETIVO ESPECÍFICO

Propiciar a preparação técnico-didático-pedagógico a 100% dos docentes, com vistas a estimular uma nova performance profissional que de fato atenda o conjunto das exigências de compatibilidade requeridas pela modernização tecnológica e do novo modo de produção industrial e demandas do mundo do trabalho.

DESENVOLVIMENTO

A Gerência de Educação Profissional, através da Assessoria de Educação Profissional, promoverá a formação técnico-didático-pedagógica de 100% dos Coordenadores de Educação Profissional adicionado a 100% dos docentes de formação profissional do SENAI-MA.

As escolas de Educação Profissional do SENAI-MA, a exemplo das escolas de Educação Básica Brasil, não são uma ilha. As escolas do SENAI-MA estão vinculadas com a sociedade através do estreito relacionamento e compromisso formal com o setor industrial. Desse modo, todo corpo docente de nossas escolas estão intrinsecamente e extrinsecamente vinculados as necessidades e as demandas do setor industrial. Até porque, conforme o Regimento Interno do SENAI/DN[2], 1% dos impostos pagos pelo setor industrial, financia a subsistência da instituição, através do Decreto-lei 4.048/1942, que criou o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial em todo País.

Deste modo, para prover com soluções plausíveis e inovadoras, as demandas das empresas industriais, precisamos não apenas dos docentes, mas, sobretudo, de todo corpo docente, em especial, a começar, pelo corpo técnico-didático-pedagógico, os gestores, os coordenadores pedagógicos e orientadoras educacionais, os docentes e demais pessoal de apoiou. Neste ponto, Valfredo Pareto[3] (séc. XIX) registra uma regra que, no âmbito das transformações sociais e culturais, devidamente planejadas, o êxito depende da proporção 80/20. Ou seja, 80% do êxito depende de 20% das ações de gestão integradas a prática transformadora.

Neste caso, a sensibilização, participação e empenho dos Diretores Regionais, Gerentes de Escolas e os Coordenadores técnico-didático e pedagógicos, concatenados aos objetivos e ao trabalho em equipe, constituem o ponto chave para a implantação da Metodologia SENAI de Educação Profissional no SENAI – Departamento Regional do Maranhão.

ITENS TEMÁTICOS DA MSEP

1     Sensibilização dos Gerentes, Coordenadores Técnicos-didático-pedagógicos, os docentes e demais pessoal de apoio;

1.1 Perfil profissional - Estratégia utilizada para definição de perfis profissionais

1.2 Preparação para instalação do Comitê Técnico Setorial (CTS);

1.3 Funcionamento do CTS;

1.4 Fases para a definição do perfil profissional.

2     Método para elaboração do desenho curricular;

3     Princípios norteadores da prática docente eficaz;

3.1 Fundamentos metodológicos para a prática docente;

4     Planejar e desenvolver a prática docente.

5     Aula Prática dentro da MSEP

MÉTODOS E TÉCNICAS UTILIZADO NA CAPACITAÇÃO – MSEP

a)   O material didático será encaminhado previamente para que seja efetivada, à distância, uma leitura previa e anotações sobre dúvidas. 2 semanas de antecedência para o início do curso presencial;

b)   Os saberes serão abordados através de atividades inerentes a estratégia Phillip 66, em atividades presenciais, interpretações de texto, vídeos e filmes, em vivencias, jogos, simulações, exposição orais dialogadas, dramatizações, interações questionadas e visitas técnicas.

c)   A avaliação – serão realizadas avaliações de reação diariamente e, ao final de cada etapa será procedida a avaliação de satisfação dos participantes em relação ao programa, docentes, metodologia, recursos, instalações e equipamentos etc. o resultado do desempenho dos participantes será a consolidação das avaliações diagnóstica (prévia individual), formativa e somativa. Será desenvolvida e aplicada uma aula de atividade prática dentro da MSEP, com o titulo “Confeccionado de Sólido Geométricos”, a qual contará com os itens: 1 Problematização (Situação Problema); 2 Planejamento; 2 Execução e 3 Avaliação, tendo com produto da aula pratica um solido geométrico. 

d)   Após as etapas diárias, cerca de duas (02h/dia), na modalidade presencial da capacitação, os docentes retornarão para suas salas de aulas. O total da carga horária da capacitação será um período de 20 dias úteis, ou seja 20 x 2h/dia, equivalente a 40h no total.

ROL DAS COMPETÊNCIAS DOS DOCENTES A SEREM CONSTRUIDAS

Unidade de Competências 1: (1ª Etapa)

Estabelecer relações entre variáveis da interação docente-educando e o desenvolvimento dos processos de ensino e de aprendizagem.

ELEMENTOS DE COMPETÊNCIA

PADRÕES DE DESEMPENHO

Identificar a influência da comunicação efetiva nos processos de ensino e de aprendizagem.

o   Reconhecendo as variáveis de um processo de comunicação;

o   Apontando possíveis causas de falhas do processo de comunicação;

o   Propondo soluções para falhas do processo de comunicação;

Descrever os impactos da percepção nos processos de ensino e de aprendizagem.

o   Percebendo diferenças individuais;

o   Reconhecendo diferentes percepções sobre o mesmo fato;

o   Analisando impactos das diferentes percepções de situações ocorridas em ambientes de aprendizagem.

Reconhecer as diferentes lideranças no desenvolvimento do processo de ensino e de aprendizagem

o   Observando o surgimento de lideranças no desenvolvimento das atividades diárias;

o   Identificando características das lideranças;

o   Analisando a efetividade da atuação como líder frente as diferentes situações

Detectar necessidades de novas formas de resolução de diferentes situações de aprendizagem

o   Identificando a influência da criatividade nos processos de ensino de aprendizagem;

o   Propondo soluções criativas para situações problema apresentadas;

Comparar concepções de Educação centradas no ensino e centradas na aprendizagem e seus impactos no desenvolvimento integral do ser humano

o   Descrevendo os cenários internos e externos e os impactos da dinâmica do mercado de trabalho;

o   Reconhecendo características das concepções de educação centrada no ensino e centrada na aprendizagem;

o   Analisando os impactos das concepções de Educação no desenvolvimento do ser humano e suas relações com a sociedade.

Unidade de Competências 2: (2ª Etapa)

Planejar o desenvolvimento dos processos de ensino e de aprendizagem.

ELEMENTOS DE COMPETÊNCIA

PADROES DE DESEMPENHO

Tomar decisões pedagógicas preliminares necessárias ao planejamento das atividades de ensino e de aprendizagem

o   Considerando objetivos educacionais formulados e competências a serem desenvolvidas;

o   Reconhecendo a influência da motivação como potencializadora da aprendizagem;

o   Identificando a interdependência dos processos de ensino e de aprendizagem;

o   Reconhecendo características da Educação de jovens e adultos;

o   Analisando a influência das teorias do conhecimento e da aprendizagem;

Formular objetivos educacionais

o   Reconhecendo as competências descritas no perfil profissional;

o   Identificando conteúdos formativos reconhecendo habilidades e atitudes;

o   Seguindo metodologias preconizadas para formulação de objetivos;

Prever a estrutura das atividades de ensino e da aprendizagem

o   Identificando variáveis que interferem na seleção de métodos, técnicas e estratégias de ensino e recursos didáticos;

o   Selecionando métodos, técnicas e estratégias de ensino;

o   Selecionando, adequando ou produzindo recursos didáticos;

o   Caracterizando as fases das aulas e das demonstrações;

o   Estimulando a participação ativa, correlação com a prática, problematização e visualização em cada fase da aula e da demonstração.

Unidade de Competências 2: (3ª Etapa)

Planejar o desenvolvimento dos processos de ensino e de aprendizagem.

ELEMENTOS DE COMPETÊNCIA

PADRÕES DE DESEMPENHO

Prever a estrutura da avaliação dos processos de ensino e de aprendizagem;

o   respeitando as exigências legais LDB eca legislação menor aprendiz;

o   Estabelecendo as relações entre avaliação objetivos educacionais competências a serem desenvolvidas;

o   Analisando as funções, princípios e etapas da avaliação como parte do processo educativo;

o   Reconhecendo características dos métodos e modalidades de avaliação: diagnóstica formativa e somativa;

o   Identificando situações-problemas a serem solucionadas pela mobilização das qualidades pessoais-habilidades intelectuais e atitudes;

Preparar a avaliação das atividades de ensino e aprendizagem;

o   Elaborando questões objetivas e dissertativas;

o   Criando instrumentos de avaliação de acordo com a metodologia adotada;

o   Prevendo momentos para autoavaliação

Re orientar os processos de ensino e de aprendizagem

o   Monitorando padrões de desempenho a serem obtidos;

o   Observando diferentes resultados obtidos em relação aos padrões estabelecidos;

o   Analisando a efetividade dos processos e técnicas de ensino em relação ao padrão estabelecido e resultados obtidos;

o   Tomando decisões pedagógicas a partir da análise da prática docente;

Efetuar registro das atividades no planejamento docente;

o   Preenchendo campus do planejamento da ação docente;

o   Formulando objetivos educacionais a serem alcançados e competências a serem desenvolvidas;

o   Descrevendo métodos e técnicas estratégicas e recursos necessários em cada fase da aula e da demonstração.

Conclusão: o Programa de Capacitação de Docentes de Educação Profissional baseado em Competências, sob a ótica da pedagogia das competências, dar-se-á em função da necessidade de “Compliance”, ou seja, da carência de adequação à Constituição Federal, bem como a LDBEN em nível Federal, e as leis Estadual e Municipal. Não obstante, compliance (conformidade) consiste em promover uma “Cultura Organizacional Ética”, incentivando comportamentos íntegros em todos os níveis hierárquicos. O principio “Tone at the Top” representa o papel exercido com “esmero” pela alta administração no processo, onde a liderança (o genente escolar) se dá pelo exemplo, garantindo o cumprimento de normas e valores da empresa.

Para tanto, o compliance reúne práticas que garantem as pessoas individualmente e a empresa no seu todo, neste caso os instrutores (docentes de educação profissional), gestores, coordenadores, orientadoras e toda escola, a seguir a legislação brasileira, as políticas internas e os padrões internacionais. Tudo isso para mitigar, postergar, reduzir ou mesmo eliminar por completo os riscos, as fraudes, o desvio de comportamento que possam obscurecer, prejudicar ou mesmo denegrir a reputação ou a imagem da instituição escolar perante a sociedade.

GLOSSÁRIO

MSEP: A Metodologia SENAI de Educação Profissional é um conjunto de procedimentos técnicos, didáticos e pedagógicos, que obedecem a uma visão de mundo voltada para uma prática pedagógica que inclua no cotidiano a pedagogia das competências (na concepção do autor- R.F.Monteiro).

Competência: é a condição do indivíduo de mobilizar conhecimentos, habilidades e atitudes para desempenhar funções e/ou atividades típicas, segundo padrões de qualidade e produtividade requeridos pela natureza do trabalho.

Perfil Profissional: é a descrição do que idealmente o trabalhador deve ser capaz de realizar no campo profissional correspondente à ocupação. É o marco de referência para o desenvolvimento profissional.

Situação-Problema: estratégia de aprendizagem que se propõe a desafiar o Aluno a mobilizar capacidades na resolução de um problema relacionado à realidade da sua ocupação. Deve ser instigante e motivadora e, para isso, é fundamental que seja apresentada de forma contextualizada, possibilitando a construção de uma ou mais respostas para a sua solução. Pode ser real ou hipotética, de ordem teórica e prática, envolvendo vários elementos de um desempenho profissional.

Situações de Aprendizagem: conjunto de ações educacionais, pedagogicamente planejadas para favorecer aprendizagens significativas por meio da utilização de estratégias de aprendizagem desafiadoras, mediação da aprendizagem e diferentes estratégias de ensino, promovendo a avaliação de capacidades.

Elementos de competência: conjunto das operações que podem ser realizadas por um trabalhador no âmbito de uma atividade profissional.

Padrões de Desempenho: são parâmetros ou critérios de qualidade, que permitem aferir o desempenho do trabalhador em cada uma das suas atividades.

Bibliografias consultadas:

Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial. Departamento Nacional. Diretrizes da educação profissional / Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial. Departamento Nacional. - Brasília, 2010.

Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial. Departamento Nacional. Metodologia SENAI de educação profissional. Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial. Departamento Nacional. – Brasília: SENAI/DN, 2019.

Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial. Departamento Nacional. Diretrizes da educação profissional / Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial. Departamento Nacional. - Brasília, 2010.

Referenciais, normativos, pedagógicos, operacionais e financeiros nacionais para a articulação da educação básica do SESI com a educação profissional do SENAI- Brasília: SESI/DN e SENAI/DN, 2006.

 

Programa de fundamentação pedagógica para docentes. Departamento regional do Rio Grande do Sul. Unidade estratégica de Desenvolvimento Educacional. Rio Grande do Sul, 2015.

Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial. Departamento Nacional Regimento do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI): atualizado pelo decreto nº 6.635, de 5 de novembro de 2008 / Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial. – Brasília: SENAI/DN, 2023.

Anexo I – Sumário dos saberes da MSEP-SENAI/MA



[1] Raimundo Flor Monteiro, foi Assessor Técnico de Educação Profissional - SENAI-MA, 2016. Pedagogo (UEMA). Mestre em Educação (UFMA. Especialista em Gestão de Recursos Humanos (UCAM). Licenciado em Mecânica (IFMA). Foi Instrutor de Ajustagem Mecânica e Tornearia no SENAI-MA, período de 1976 a 1989. Foi Coordenador pedagógico do SENAI-MA, no período de 1980 a 2006. Ocupou no SENAI-MA, o Cargo de Gerente de Educação no período de 2007 a 2010. Foi membro do Comitê Técnico Nacional do SENAI/DN. Ocupou o cargo de Assessor Técnico do SENAI-MA no período de 2011 a 2016.

[2] O Decreto Nº 494, DE 10 de janeiro de 1962. Aprova o Regimento do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial. O Presidente do Conselho de Ministros, usando das atribuições que lhe confere o art. 18, item III, do Ato Adicional à Constituição, decreta: Art. 1º Fica aprovado o Regimento do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI), que com este baixo assinado pelo Ministro de Estado da Educação e Cultura: 2. Art. 2º O presente decreto entrará em vigor na data de sua publicação. Brasília, em 10 de janeiro de 1962, 141º da Independência e 74º da República.

[3] O Princípio de Pareto (Séc XIX), também conhecido como a Regra 80/20, afirma que, em muitos casos, cerca de 80% dos resultados vêm de 20% dos esforços. Esse conceito é amplamente utilizado em diversos campos, como administração, marketing, economia e até na vida pessoal, ajudando a identificar quais ações geram maior impacto. Ou seja, cerca de 80% dos seus resultados vêm de apenas 20% das causas (o gestor e sua macrovisão conhece as causas). Também conhecida como a regra 80/20, esse conceito significa que apenas uma pequena parte das suas ações, decisões e outros esforços contribui para o sucesso do seu negócio.